Páginas

Translate

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Você já ouviu falar em LABIRINTOPATIAS?

O que é a labirintopatia





A labirintite é uma doença decorrente de alterações metabólicas e vestibulares que atinge muitas pessoas, no geral, depois dos 40, 50 anos, mais atinge pessoas de todas as idades (inclusive crianças), no entanto, o termo é impróprio, porém, comumente usado para designar uma afecção que  pode comprometer tanto o equilíbrio, quanto  a audição do indivíduo, isso porque afeta o labirinto.

O labirinto é uma estrutura do ouvido (parte interna da orelha), que a cada instante detecta a posição do corpo e envia sinais às estruturas cerebrais relacionadas ao equilíbrio. O labirinto é constituído pela cóclea e pelo vestíbulo. A cóclea é responsável pela audição e o vestíbulo responsável pelo equilíbrio.

Muitas são as causas de labirintopatias: os níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico podem acarretar alterações dentro das artérias, que reduzem a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto.

A hipoglicemia, otites, hipertensão, diabetes, o uso de álcool, fumo, café e de certos medicamentos, entre eles, alguns antibióticos, anti-inflamatórios, estresse e ansiedade, são considerados fatores de risco para a labirintite.

As causas também podem ser decorrentes de problemas musculares, ligamentares e de alguns outros componentes da face que, por não estarem na posição de conforto, acabam comprimindo a artéria que irriga o labirinto, levando a uma redução de seu volume sanguíneo, podendo ocasionar no paciente, sintomas relacionados ao labirinto.

Sintomas

Geralmente os sintomas característicos das labirintopatias são tonturas e vertigens associadas ou não a náuseas, alterações gastrintestinais, sudorese vômitos, zumbidos, audição diminuída e desequilíbrio.

Alterações visuais: na vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que o corpo roda em relação ao ambiente, dificuldade de fixar o olho, a vista escurece, não enxerga com nitidez, vista embaçada ou fotofobia (que é a dificuldade de enxergar, em ambientes claros - a luz incomoda, o que faz que o paciente prefira ficar, em ambientes mais escuros ou usar óculos de sol).

Alterações na percepção do movimento da cabeça e/ou do corpo : Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. dificuldade de andar em linha reta, ao se levantar da cama, da cadeira; podem sentir sintomas de labirintites ao dirigir o carro, ao olhar para os lados ou para cima ou se agachar para pegar alguma coisa no chão ou ter sensações de desmaio.

Problemas no ouvido como : zumbidos no ouvido, dor de ouvido, sensação de ouvido tampado, sensibilidade auditiva (o barulho incomoda) ou dificuldade de ouvir. Nos casos em que os sintomas das labirintopatias  aparecem sem que o paciente esteja se movimentando, é chamado de vertigem.

Na fase aguda da doença, conforme a intensidade da crise, pode durar de minutos, horas a dias.

Geralmente o individuo que tem sintomas de labirintopatias , sofre durante meses e até anos, e durante todo esse tempo faz uso de vários  remédios ( com seus efeitos colaterais ), passa por vários exames e tratamentos, sem resultados. Tudo desnecessário, basta saber as causas desses sintomas, tomar algumas medidas simples e o tratamento adequado e de maneira correta.

Diagnóstico


Avaliação clínica e o exame otoneurológico completo são muito importantes para estabelecer o diagnóstico da labirintopatia, especialmente o diagnóstico diferencial, haja vista que as seguintes enfermidades podem provocar sintomas bastante parecidos: hipoglicemia, diabetes, hipertensão, reumatismo, doença de Mèniére, esclerose múltipla, tumores no nervo auditivo, no cerebelo e em áreas do tronco cerebral, drogas ototóxicas, doenças imunológicas e a cinetose, também chamada de doença do movimento que não tem ligação com as doenças vestibulares ou do labirinto.

A tomografia computadorizada e a ressonância magnética, assim como os testes labirínticos, podem ser úteis para fins diagnósticos.

Tratamento

São vários os tipos de medicamentos que podem ser indicados no tratamento da labirintite:

Vasodilatadores : facilitam a circulação sanguínea e melhoram o calibre dos vasos muitas vezes reduzido pelas placas de ateromas.
Labirinto-supressores : suprimem a tontura pela ação no sistema nervoso, Anticonvulsivantes e antidepressivos (inibidores seletivos de recaptação da serotonina).


Drogas que atuam sobre outros sintomas, suprimindo a náusea, o vômito, o mal-estar. Uma vez estabelecida a causa e estabelecido o tratamento adequado, a tendência é a doença desaparecer.

Importante frisar

Segundo pesquisas recentes, o uso contínuo de certos medicamentos, para tratamento das tonturas, vertigens ou zumbidos (Labirintopatias), indicados para pessoas acima de 40 anos, podem induzir sintomas, associados ao mal de Parkinson (falso mal de Parkinson). Esse problema pode ocorrer, com medicamentos do tipo flunarizina e cinarizina.

Aqui estão relacionados os nomes comerciais da cinarizina e da flunarizina:

Cinarizina: Cinageron, Antigeron, Stugeron, Coldrin, Cronogeron, Exit, Vessel, Sureptil e Verzum.

Flunarizina: Flunarin, Fluvert, Vertizine D, Sibelium, Flumax e Vertix.

Essas drogas, são potenciais bloqueadoras de dopamina, uma das principais causas do Parkinson.

Recomendações

Para prevenir as crises de labirintopatias algumas mudanças no estilo de vida são fundamentais como:

Ø Evitar o consumo de álcool. Se beber, faça-o com muita moderação.
Ø Não fumar.
Ø Controlar os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia.
Ø Optar por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado.
Ø Não deixar grandes intervalos entre uma refeição e outra,  evitar ficar mais de três horas sem ingerir algum alimento, inclua em sua refeição legumes e verduras.
Ø Pratique atividade física. Uma caminhada de no mínimo  trinta minutos por dia já ajuda muito.
Ø Ingira bastante líquido(mais sem exageros).
Ø Recuse as bebidas gaseificadas que contêm quinino.
Ø Procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse;
Ø Evitar a ingestão de doces.
Ø Evitar a ingestão de café, chá mate, suco de frutas industrializado.
Ø Evitar o excesso de corantes e conservantes,
Ø Evitar repouso excessivo.
Ø Evitar travesseiros que sejam muito altos.
Ø Importante: não dirija durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.


O principal desconforto para as pessoas que sofrem de labirintopatias  conviver de maneira frequente com a sensação de tontura, zonzeira ou falta de equilíbrio. Por isso, para amenizar as crises de tontura, veja aqui algumas dicas:

Se caso sentir a sensação tontura ou zonzeira, vá imediatamente para um lugar bastante ventilado e fique o tempo todo sentado até que a sensação passe, mantenha os olhos abertos e olhe sempre para um ponto fixo na parede. É importante ressaltar que a labirintite não causa desmaios e assim que se recuperar procure um médico.

Caso precise prestar socorro para alguém que sofre de labirintite o mais indicado é colocar a pessoa sentada e em hipótese alguma dar qualquer tipo de medicamento ou colocar sal debaixo da língua da pessoa e não ofereça nenhum tipo de bebida que contenha álcool e cafeína, como por exemplo, café ou refrigerante, dê sempre água.

É importante lembrar que nem toda tontura é originada pelo distúrbio no labirinto, às vezes o problema pode estar relacionado com o cérebro, mas na maioria das vezes o problema está no ouvido. Por isso, depois de diagnosticada a doença deve ser tratada com medicamentos que são tomados via oral ou com exercícios que podem ser feitos em casa para reposicionar o labirinto.

Sem receber o tratamento adequado a labirintite pode piorar e a pessoa corre o risco de ficar incapacitada, pois a doença pode ir evoluindo e chegar a um quadro mais grave, nesses casos a cirurgia é necessária.

A labirintite quando não tratada pode trazer pequenas consequências para as pessoas, mas no caso das crianças, a doença pode causar um mau rendimento escolar e nos idosos quedas e o risco de quebrar os ossos.

Leomar de Brito

Nenhum comentário:

Postar um comentário